segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deus não é genocida



Uma boa parte dos cristãos, ancorada numa interpretação ideologizada e equivocada da bíblia, sempre foi simpática, conivente e, em alguns casos, cooperadora com as ações genocidas de Israel, como a que está em curso no momento.

São muitos os cristãos que, sem ativar o menor senso ético, concebem as batalhas de guerra dos hebreus, registradas no Antigo Testamento, em especial nos livros de Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis e I e II Crônicas, como sendo ordenadas e sancionadas por Deus. Algumas dessas batalhas, massacres para ser mais preciso, são comumente citadas em sermões como exemplos do cuidado e provisão de Deus para com aqueles que lhe são fiéis.  É muito comum ver pregadores citando as ações militares de Josué (algumas delas com conteúdo claramente impróprio para crianças) sem sentir o menor constrangimento ético.

Invasões e expedições de horror, abertamente genocidas, como as de Josué[1], são normalmente interpretadas, por correntes fundamentalistas, como demonstração do cumprimento da vontade de Deus. Aliás, a ocupação de Canaã como um todo, com a consequente destruição dos povos locais, é vista como o ponto culminante do plano de Deus em instituir para si uma nação: Israel.

Vitórias esmagadoras, com a dizimação de prisioneiros de guerra e civis (em sua maioria mulheres e crianças), são alardeadas por pregadores fundamentalistas como um prêmio que Deus concedia aos hebreus por eles serem o povo escolhido. Triunfos, quando em desvantagem militar, são frequentemente apresentados como exemplos máximos de situações em que Deus pode intervir em favor dos seus escolhidos, providenciando vitórias onde há pouquíssima ou nenhuma possibilidade de acontecer.

Para quem interpreta literalmente a bíblia, a aliança de Deus garantia aos hebreus, caso estivessem em dia com as leis cerimoniais, civis e morais editadas pelo próprio Deus no deserto, sucesso em quaisquer incursões de guerra. Mesmo planos imperialistas eram abonados por Deus.

Falta a muitos cristãos a coragem de fazer uma leitura ética mais radical do Antigo Testamento, levando em conta os princípios defendidos no sermão do monte. Isso implica, certamente, a coragem de instabilizar e, por vezes, devastar algum dogma. Levar o sermão do monte e a mensagem de Jesus às últimas consequências tem efeitos perigosos.

Eu sei que ler as narrativas de guerra do Antigo Testamento a partir de outros pressupostos éticos, isto é, fora da caixa de conserva da ortodoxia, é opção bastante provocadora. Contudo, penso que, quando amparados por um valor ético superior, não devemos ter medo de enfrentar os dogmas. O princípio ético segundo o qual todo ser humano tem direito à vida sobrepõe qualquer dogma. Então, não me preocupo em tocar no dogma da inerrância e inspiração verbal plena da bíblia. Afinal, busco seguir Jesus, não a bíblia. Ela é para mim o mapa que aponta para o destino, não o destino em si. E, se vista como mapa, a bíblia necessariamente precisa de leitura e interpretação.

É preciso, ao ler o Antigo Testamento, especialmente as passagens que narram eventos de guerra, separar o que é interesse de Deus (quase nada) e o que é interesse militar e nacional dos hebreus. Quem precisava de um território e um Estado eram os hebreus, não Deus. Então, as medidas militares (especialmente aquelas que desrespeitavam certos princípios de guerra universais, como garantir a vida de prisioneiros e proteger civis) executadas por Israel para conquistar território eram ações motivadas por suas necessidades e ambições, não pelo desejo de Deus.

Sei que uma proposta de interpretação como essa, que questiona o status da bíblia como a narrativa dos atos de Deus, custa muito caro. Interpretações críticas e não dogmáticas são severamente combatidas; são comumente tachadas de heresia.

Não me importo em ser herege. O que não posso fazer é permitir que um dogma me leve a passar por cima de um pressuposto ético universal tão basilar como o que o garante a todos o direito de viver. Não posso, por exigência de um dogma, aceitar que Deus seja genocida. Quem é genocida é o ser humano e o seu maior aparelho de poder, o Estado, não Deus. Quem invade territórios alheios, dizima exércitos oponentes, mata friamente prisioneiros de guerra e massacra cruelmente mulheres e crianças são os exércitos de um Estado, sob o comando de um monarca e/ou de um general genocida, não Deus.

O homem é o senhor da guerra. Não há um Deus da guerra. Yaweh Sabaoth (Deus dos exércitos) é uma invenção pagã dos hebreus para legitimar suas ações militares, o qual não cabe em hipótese alguma na espiritualidade cristã.

Se as batalhas do general Josué, tal como narradas no livro de Josué, acontecessem hoje, Josué seria certamente encarado pela comunidade internacional como um genocida. Não tenho dúvida de que, havendo oportunidade de enfraquecer seu poderio militar, ele seria julgado e condenado por um tribunal internacional por violação dos direitos humanos e por crime de guerra, genocídio.

Dizer isso a respeito de Josué, uma grande herói da fé e um exemplo impecável de confiança em Deus, é para muitos cristãos um sacrilégio, uma profanação, um sinal claro de apostasia. Não me importo com isso.

Não me considero um apóstata. Pelo menos aos meus olhos, parece bastante compatível com a fé cristã a ideia de que, em Jesus, recebemos uma revelação explícita de que Deus não tem planos de ocupar palácios, montar secretariado, financiar a indústria da violência, comandar exércitos. Jesus nos mostrou com precisão que a agenda de Deus está na contramão do poder. Então, não vejo incoerência ou heresia no que estou dizendo.

Sou um cristão convicto. Leio e respeito a bíblia. Mas busco não ser fundamentalista. Talvez meu problema seja que, na busca por não ser fundamentalista, acabe me tornando um heterodoxo (um sinônimo bonito para herege). Realmente não consigo ser ortodoxo. Não consigo crer em certos postulados à revelia da ética.

Não creio num Deus que tem seus próprios princípios éticos, completamente alheios aos princípios éticos humanos. Não consigo crer num Deus que segue regras éticas arbitrárias, sem levar em conta aquilo que, para a maior parte dos humanos, é horrendo, medonho, hediondo. Simplesmente não consigo crer num Deus que manda matar todos os homens, idosos, mulheres e crianças de um território invadido. Sequer creio num Deus que manda invadir.

Se fé ortodoxa significa crer em Yaweh Sabaoth (um deus pagão), posso ser tachado de herege. Prefiro crer num Deus que não se mete em guerra, a não ser para acolher o paulistano e o palestino que estão atualmente sendo massacrados pelo crime e pela barbárie da guerra, a idolatrar um monstro sanguinário.

Um Deus que tem prazer no sangue simplesmente não entra em mim. Não consigo me ancorar em qualquer teologia que faz vista grossa à ética. Prefiro ser herege, mantendo-me coerente com princípios éticos que julgo invioláveis, a ser ortodoxo e bater de frente com princípios éticos universais, como os que estão expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário, entre outros tratados internacionais.





[1] A seguinte narrativa ilustra muito bem uma situação em que os direitos de prisioneiros de guerra são violados. Mais que isso. Há aí a violação de direitos humanos, um genocídio cruel, bárbaro:

“[23]. Os cinco reis foram tirados da caverna. Eram os reis de Jerusalém, de Hebrom, de Jarmute, de Láquis e de Eglom. [24]. Quando os levaram a Josué, ele convocou todos os homens de Israel e disse aos comandantes do exército que o tinham acompanhado: "Venham aqui e ponham o pé no pescoço destes reis". E eles obedeceram.
[25]. Disse-lhes Josué: "Não tenham medo! Não se desanimem! Sejam fortes e corajosos! É isso que o Senhor fará com todos os inimigos que vocês tiverem que combater". [26]. Depois Josué matou os reis e mandou pendurá-los em cinco árvores, onde ficaram até à tarde.
[27]. Ao pôr-do-sol, sob as ordens de Josué, eles foram tirados das árvores e jogados na caverna onde haviam se escondido. Na entrada da caverna colocaram grandes pedras, que lá estão até hoje.
[28]. Naquele dia Josué tomou Maquedá. Atacou a cidade e matou o seu rei à espada e exterminou todos os que nela viviam, sem deixar sobreviventes. E fez com o rei de Maquedá o que tinha feito com o rei de Jericó” [Josué 10.23-28 NVI].

Meu Deus, se isso não é uma barbárie, o que será? Se práticas como essas são eticamente consentidas, porque são feitas em nome de Deus, o que realmente podemos esperar de dele? Tenho medo.

21 comentários:

  1. Boa tarde! Respeito muito a opinião de qualquer pessoa. Acredito que a Bíblia não é de fácil interpretação e nem me considero com conhecimento muito profundo para analisar com detalhes. Sou totalmente contra qualquer tipo de guerra e contra o que Israel faz ou qualquer outro país.
    Agora é o cúmulo esta análise da bíblia. Aquela época de Israel em Canaã era outra. Aqueles povos outros e a situação ali estava em um contexto totalmente fora da atualidade.
    Com humildade acho que o amado cometeu um erro em fazer estas análises do texto bíblico.
    Respeitosamente,
    Waldir Martins

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    1. Amigo Waldir, a biblia nao justifica a guerra atual, este é p ponto chave.

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    2. Waldir, na sua Bíblia conta que Deus é o mesmo ontem, hoje e amanhã? Então o deus que você cre é "bipolar ou tripolar"...??
      Rubens

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    3. Amigo anônimo eu seria um irracional se apoiasse a guerra. De forma nenhuma! Não sou radical. Porém interpretar a Bíblia de forma correta é um dever nosso. Uma coisa não justifica a outra.
      Abraço!

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    4. Oi, Waldir.

      Já nos falamos pelo Twitter sobre certos aspectos do texto. Neste momento, quero apenas agradecê-lo por visitar este espaço. Sei que não concordamos em muita coisa. Contudo, sei temos muito mais ideias em comum que divergentes. Sei também que as divergências são fundamentais para no nosso crescimento. Gosto de ouvir ideias discordantes, quando expressas de forma elegante. Você foi muito gentil.

      Um grande abraço. Espero encontrar você por aqui outras vezes.

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    5. Muito obrigado Sóstenes!
      Pode estar certo que sempre farei esta visita. Creio que é assim que crescemos e isto me ajuda a pensar fora desta minha cachola, que pode entrar em pane por idéias preconcebidas.
      Abraço.

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  2. Prezado Sóstenes,

    Não o conheço pessoalmente, mas quero parabenizá-lo pela análise precisa e corajosa.

    Oswaldo Carvalho

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    1. Oi, Oswaldo.

      Obrigado por visitar este espaço e por suas palavras.

      Fico feliz que o texto tenha, de algum modo, chamado a atenção de muitas pessoas para a necessidade de se ler o A.T. sob uma lente ética contemporânea.

      Um grande abraço. Espero encontrá-lo por aqui outras vezes.

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  3. Muito bom o texto. Parabéns. Comungo com suas ideias. Sou padre católico e procuro também, com toda a clareza da minha mente, não ser fundamentalista. Sou criticado por isso, naturalmente. Outro dia eu disse, num programa de rádio que apresento, que nunca devemos atribuir males da vida a "macumba", pois isso é desrespeitar a fé dos irmãos que professam o candomblé e a umbanda, e que estão buscando Deus também ao fazer isso. Você pode imaginar a reação da maioria...

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    1. Oi, Juliano.

      Admiro sua coragem em assumir posições ético-ecumênicas tão radicais como esta que você citou. Penso que o caminho para uma espiritualidade relevante e coerente passa pela coragem de assumirmos certos princípios, mesmo que isso implique algum risco institucional. Precisamos urgentemente de padres e pastores que ousem ser mais cristãos que católicos, batistas, presbiterianos, assembleianos etc.

      Um grande abraço, meu amigo. É um prazer recebê-lo aqui.

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  4. A Bíblia não justifica nenhuma guerra. Nem o Alcorão, o Talmud, o Torá ou o Tripitaka.

    Deus NUNCA nos deu permissão para matar em nome Dele...

    Eu prefiro ser herege do que matar em nome de qualquer religião.

    Não, nós não somos a imagem e semelhança de Deus.

    Parabéns pelo lindo texto.

    Assustadoramente verdadeiro, corajoso e atual.

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    1. Oi, Marcelo.

      Escrever um texto como este tem seus riscos. Mas acabei silenciando a diplomacia para dar voz a uma indignação e a uma inquietação que vinham me provocando há algum tempo.

      O atual massacre empreendido por Israel na Faixa de Gaza foi a gota d'água. Não consegui me conter ao ver cristãos apoiando Israel, sob justificativa de que os judeus só estão tentando recuperar uma terra que Deus lhes concedeu desde os tempos de Abraão. Isso é para um mim um desplante ético.

      Obrigado por sua leitura atenciosa.

      Um grande abraço.

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  5. Sóstenes, seu texto foi divulgado no facebook e o li. Acho que não o conhecia. Uma texto provocativo e público. Logo, provocado, comento-o.

    a) Marcião fez o mesmo que você, no século II. Foi mais longe, ele, eu acho - em todo caso, vi os mesmos arrazoados. Separar um deus bom de um deus ruim;
    b) você trata Yahweh, deus judeus, talvez israelita, como deus pagão. Foi exatamente o que Marcião fez. Não vejo sentido - se você tirar Yahweh, o deus ocidental desaparece. Não há monoteísmo sem Yahweh - e estou falando estritamente em termos históricos, porque não acredito em acesso metafísico;
    c) não entendo como você pode se dizer um cristão convicto e, por isso, negar Yahweh, um deus pagão e assassino, quando o Cristianismo é muitíssimo mais assassino do que Yahweh - se somarmos todas as mortes atribuídas a Yahweh a gente pode dar um século de matança cristã que fica zero a zero, com 19 séculos de sangue ainda para a gente negociar com algum outro deus pagão...
    d) o final do seu texto, aí, sim, me interessa - mas, cá entre nós, ele pode funcionar bastante bem sem essa retórica de "sou cristão" mas o AT que vá pro inferno: se é para mandar às favas, mande tudo, e fiquemos com a ética humanista e secular moderna que tá de bom tamanho...
    e) para mim, é impossível separar a tradição cristã de seu passado judeu - IMPOSSÍVEL: tudo, absolutamente tudo, no cristianismo está assentado de modo sine qua non em assentamentos veterotestamentários. Penso que devíamos é fazer a crítica cristã a partir dessa relação, e não tratar o cristianismo e o fato de sermos cristãos como algo "acima" ou "melhor" do que foi o judaísmo veterotestamentário. Foi não: foi pior, mil vezes pior.

    "Meu voto", para brincar com a declaração da moda...

    Meus respeitos,

    Osvaldo Luiz Ribeiro

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  6. Concordo em muitos aspectos com seu texto, mas lendo ele surgiu uma dúvida em mim, e o Diluvio foi um ato genocida ou não pois foi o próprio Deus que disse que ia destruir praticamente todos os seres viventes da época.

    Um abraço

    Fabio Pimentel

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  7. Quando é que "Deus" disse alguma coisa?

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  8. É por existirem homens com a coragem de expressar este tipo de perspectiva teológica que ainda tenho alguma esperança de que o Reino seja vivido entre os homens. Gostaria de indicar a leitura de "Minha religião', de Liev Tolstoi, onde o autor segue um caminho muito parecido com este trilhado no texto, evidenciando claramente como Cristo negou a todo o tempo a lei dos profetas (olho por olho e dente por dente), e exaltando a lei divina (não resistais ao mal).

    Tenho um blog onde viso tratar das mesmas questões. Eis o link: www.maisumpensante.blogspot.com

    Grato ao amigo Alex Zerbinatti por me indicar este texto e este site.

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  9. Me senti completamente traduzida. Esse é um aspecto que desenvolvi há um tempo e que eu busco abordar com outros, inclusive na defesa da vivência espiritual cristão.
    Fico feliz em saber que há cristãos não mutilados em sua consciência e em seu senso ético...
    Abraços! Continue a caminhada.

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  10. Olá Sostenes, bom dia.
    Devo ter chegado ao seu texto através do Osvaldo Luiz Ribeiro (indiretamente), Peroratio.
    De pronto me identifiquei com sua abordagem mas, confesso, que em "outras épocas" minha reação seria mediada pelo fundamentalismo acrítico no qual estive tão arraigadamente envolvido. Não sei se seria anacrônico avaliar o texto antigo por parâmetros modernos, entretanto, parece muito ético e, consequentemente, correto discordar da justificativa "divina" em relação às atrocidades cometidas pelos hebreus.
    Adorei seu texto.

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  11. Olá Sostenes, bom dia.
    Devo ter chegado ao seu texto através do Osvaldo Luiz Ribeiro (indiretamente), Peroratio.
    De pronto me identifiquei com sua abordagem mas, confesso, que em "outras épocas" minha reação seria mediada pelo fundamentalismo acrítico no qual estive tão arraigadamente envolvido. Não sei se seria anacrônico avaliar o texto antigo por parâmetros modernos, entretanto, parece muito ético e, consequentemente, correto discordar da justificativa "divina" em relação às atrocidades cometidas pelos hebreus.
    Adorei seu texto.

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  12. Olá, Sostenes!
    Achei um belo comentário analítico.Confesso que,muitos líderes religiosos, no fundo, gostariam de ter tido esta coragem sua, de postar este belo texto. Parabéns!

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  13. Meu amigo excelente doxa, apesar de ver problemas como disse o Osvaldo Ribeiro, em separar Yaweh do Deus cristão. Feliz em ver na América Latina mentes pensantes como vocês dois. Abraço.

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