sábado, 26 de maio de 2012

Geografia da alma


A alma tem espaços imensos, desenhos estranhos, contornos imprevisíveis.
Do pico dos montes se veem as grandezas e delírios do eu.
Dos vales, grutas e cavernas se veem suas frustrações, amarguras e limitações.
Por entre ruas, avenidas e alamedas se veem máscaras e projeções,
Que tornam a incursão pública do eu um projeto realizável.
Na disposição e arquitetura das casas se vê um ideal de aconchego e amparo.
O eu coloniza um espaço para dentro, para lá se construir, se ordenar, se equilibrar, se manter.

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