sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Na solidão o falso eu é derrotado

“A solidão é a fornalha da transformação. Sem a solidão permanecemos vítimas de nossa sociedade e continuamos a nos enredar nas ilusões do falso eu. O próprio Jesus entrou nessa fornalha. Ali ele foi tentado com as três compulsões do mundo: ser capaz (“ordena que estas pedras se transformem em pães”), ser espetacular (“atira-te para baixo”) e ser poderoso (“Tudo isso te darei”. Ali, ele afirmou ser Deus a única fonte de sua identidade (“Deves adorar o Senhor teu Deus e só a ele servir”). A solidão é o lugar da grande luta e do encontro – a luta contra as compulsões do falso eu e o encontro com o Deus zeloso que se oferece como substância da noda individualidade.”

[Henry Nouwen. Espiritualidade do deserto e ministério contemporâneo. São Paulo: Loyola, 2000]

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